terça-feira, 23 de outubro de 2012

A ESCOLA DE HOJE E OS ALUNOS QUE NÃO APRENDEM

A educação brasileira está em crise. Além da recorrente violência escolar -a imprensa noticia com frequência casos de alunos armados ou com drogas, além de agressões a professores-, pais e filhos parecem achar que a escola não pode contrariar os alunos ou exigir desempenho.
As próprias famílias não conseguem impor limites aos filhos - às vezes, nem os pais têm limites-, algo que se espraia à sala de aula.
Esse problema, que está se tornando quase epidêmico no Brasil, não é desconhecido em outros países.
Neste momento, vale lembrar um livro francês que nunca foi muito divulgado no Brasil. Para quem está preocupado com a situação das escolas, vale ler "A Escola dos Bárbaros", de Isabelle Stal e Françoise Thom, publicado no Brasil pela Edusp ainda em 1987, apontando um cenário que só se agravaria no Brasil nas décadas seguintes.
As autoras são duas professoras francesas que contam a degradação que viam surgir nas escolas daquele país já na década de 1980. Os problemas que elas enxergaram nunca soaram tão familiares.
Elas consideram que a falta de disciplina nas escolas reflete uma sociedade que "adota o prazer como o ideal, em todas as direções - para tal sociedade, o objetivo da civilização é se divertir sem limites".
Ou seja, a escola desistiu de conduzir os jovens à vida adulta.
Nesse sentido, as autoras acertam em cheio ao apontar a profusão de práticas extracurriculares, fáceis e sem conteúdo, que servem para matar o tempo do jovem, como um dos grandes problemas da escola de hoje em dia. Os pais brasileiros podem reconhecer com facilidade essa moda dominando também as nossas escolas.
Nas palavras das autoras: "É uma enganação afirmar que a inaptidão para expressar-se, que a ignorância crassa em história, em geografia, em literatura e a incapacidade em seguir um raciocínio elementar" sejam um preço que tenhamos de pagar para que todos se sintam à vontade na escola, permitindo a "inclusão" de todos os alunos.
Sob o pretexto de instaurar na escola a igualdade, o ensino é nivelado por baixo. Não há como escrever melhor do que elas: "A ambição da igualdade a todo preço desencoraja o esforço de aprender, tipicamente individual".
Não se pode abandonar o ensino de conteúdo ou deixar que os alunos escolham o que querem aprender. É possível incluir todos os alunos na escola -isto é, democratizar o ensino, criando uma escola que atenda à massa- sem a atual catástrofe.
Além dessas teses, as autoras criticam, com muita dureza, pedagogos, professores, administradores, sindicatos de professores e a nova geração de pais.
Os sindicatos, especialmente, estão mais preocupados em defender a mediocridade e o corporativismo. Eles apontam soluções simplistas para todos os males que afligem o ensino básico, como o aumento dos orçamentos ou ações tecnológicas nas escolas.
Isso sem falar nas ideologias que banalizam o ensino, como se o papel principal da escola não fosse tirar o aluno da ignorância.
O livro pode ser ácido e ter adjetivos em excesso. Pode até ser injusto com relação à importância de democratizar o acesso à educação, algo fundamental para diminuir as injustiças da sociedade.
Mas ele é preciso ao defender a destruição de alguns paradigmas tão em moda no Brasil, como:
- A qualidade inquestionável e universal do trabalho em grupo;
- A "postura crítica" sobreposta à absorção de conhecimento;
- A frouxidão e a permissividade em vez de disciplina e cobrança;
- A prioridade das atividades "sociais" em vez do estudo persistente;
- A valorização dos pesquisadores de banalidades;
- A ênfase nas metodologias em vez dos conteúdos.
Vale a reflexão: quantas gerações de alunos serão prejudicadas até o estudo persistente e o conteúdo voltarem a ser valorizados?

ROBERTO LEAL LOBO E SILVA FILHO, 74, professor titular aposentado do Instituto de Física de São Carlos da USP, é presidente do Instituto Lobo. Foi reitor da USP
Matéria publicada no Jornal Folha de São Paulo, 23 de outubro de 2012.

domingo, 14 de outubro de 2012

HOMENAGEM DA E.E. ABÍLIO RAPOSO FERRAZ JUNIOR AOS PROFESSORES: 



MUITO OBRIGADO !
                                                             
PROGRESSÃO CONTINUADA ALASTRA ANAFALBETIMO FUNCIONAL EM SP, AFIRMAM PROFESSORES
Na sala de reuniões de uma escola da rede pública estadual de São Paulo, a professora de Língua Portuguesa Paula** comemora a evolução de um aluno da sexta série do ensino fundamental. “Ele escreveu o nome na capa do trabalho”, mostra a docente a três colegas e à reportagem da Rede Brasil Atual. Ele começou a ler e escrever apenas neste ano. Até o início de 2010, o garoto de 12 anos sequer abria o caderno, afirma Cristina**, responsável pela disciplina de Biologia. A professora conta que não é difícil detectar os alunos considerados “analfabetos funcionais”. “Ou ele avisa ou, na primeira leitura, eu vou perceber”, indica a docente.
O principal motivo para esse tipo de deficiência de aprendizado está, na visão dos docentes ouvidos pela reportagem, no sistema de progressão continuada, em que o aluno precisa apenas se fazer presente em sala de aula para ser aprovado automaticamente. No máximo, os alunos podem ser retidos na quarta série, por um ano, depois eles vão seguir, mesmo sem o conhecimento necessário. Os entrevistados ainda apontam problemas de infraestrutura, de salário e distanciamento das famílias.
“É comum 30% dos alunos da sexta série não saberem ler e escrever”, detecta Paula**, professora de Língua Portuguesa há 21 anos no magistério. A aprovação ano após ano, sem avaliação do conteúdo dominado pelo aluno permite que muitos estudantes terminem o ensino médio sem terem o conhecimento mínimo necessário, alerta Tomé Ferraz, professor de física e matemática das redes municipal e estadual de São Paulo.
“É a aprovação a qualquer custo”, identifica. “Em São Paulo, a educação são dados estatísticos, é porcentagem para lá, porcentagem para cá, mas não se analisa como o aluno está terminando o ensino médio. Depois ele vai ser só mais um diploma”, analisa o professor.
Paula conta que utiliza, nos primeiros dias de aula nas sextas séries em que leciona, ditado e produção de textos como ferramentas. A percepção do problema não demora. “Geralmente tem criança que entrega em branco, não sabe fazer nada do ditado”, aponta. “Se eles vão escrever, por exemplo, ‘bala’, eles colocam qualquer letra”, descreve.
Apesar de lecionar Biologia, Cristina faz um esforço pessoal para trabalhar a alfabetização com os alunos cuja atuação esteja comprometida. “Se eu alfabetizei meu filho de quatro anos, eu vou conseguir com um garoto de 12″, afirma. Ela cita que os alunos têm enorme dificuldade com sílabas complexas como “tra” e “pla”. “Eles conhecem formações silábicas básicas somente”, acentua.
Na hora de avaliar alunos de sexta série, sem condições de ler e escrever com fluência, Cristina utiliza métodos diferenciados do restante da classe. “Faço avaliação com prova oral e análise comportamental, afinal se ele não compreende o teor da prova não consegue responder. Uma avaliação escrita envolve habilidade de leitura e escrita”, explica.
Analfabetismo funcional – Segundo a Organização das Nações Unidas para a Educação a Ciência e a Cultura (Unesco), analfabeto funcional é a pessoa que sabe escrever seu próprio nome, assim como ler e escrever frases simples, efetua cálculos básicos, mas é incapaz de interpretar o que lê e de usar a leitura e a escrita em atividades cotidianas, dificultando seu desenvolvimento pessoal e profissional. Ou seja, o analfabeto funcional não consegue extrair o sentido das palavras, colocar ideias no papel por meio da escrita, nem fazer operações matemáticas mais elaboradas.
Sem compreender bem o conteúdo das disciplinas, o aluno de Cristina e Paula, que iniciou o ano sem estar alfabetizado, também se mostra desmotivado. Em uma única aula de biologia de 50 minutos, Cristina pediu atenção ao garoto pelo menos cinco vezes.
Sem coerência – Rosana Almeida, professora de sociologia da rede pública estadual, enfrenta problema semelhante com alunos do 1º ano do Ensino Médio. “Eles conseguem construir a palavra, mas não a frase”, diz. “Nós professores temos de aceitar que se a ideia dele foi certa, ele vai ser aprovado”, critica. “O jovem entendeu o que você explicou, mas não sabe escrever”.
O motivo para haver uma parcela significativa de alunos que chegam ao ensino médio sem estar devidamente alfabetizados  envolve, de um lado, alunos com problemas de deficiência intelectual e, de outro, o “abandono” do sistema educacional, na visão da professora. “Você tem uma sala superlotada, a professora trabalha com quem sabe ler e escrever e quem não sabe vai ficando para trás”, expõe Paula.
Entre os principais problemas dos alunos que chegam ao ensino médio, Rosana cita que “não existe mais gramática, nem conjugação de verbo”. Quando a professora pede para os alunos produzirem um texto, surge resistência. “Chega na quinta (série) não sabe escrever e não consegue acompanhar, passa para a sexta, sétima e oitava. Na oitava, tem um índice de indisciplina altíssimo porque ele, de novo, não consegue acompanhar”, sustenta.
Paula confirma que os alunos que têm essa dificuldade acabam fazendo mais bagunça. “São os mais indisciplinados. Por não saberem nem ler, nem escrever eles não entendem nada, não participam da aula; o que resta é ficar bagunçando”, desabafa. “No ensino médio, os estudantes produzem jogos de palavras sem sentido, sem coerência e coesão. Isso tem bastante, até na universidade”, completa.
O motivo para haver uma parcela significativa de alunos que chegam ao ensino médio sem estar devidamente alfabetizados envolve, de um lado, alunos com problemas de deficiência intelectual e, de outro, o “abandono” do sistema educacional, na visão da professora. “Você tem uma sala superlotada, a professora trabalha com quem sabe ler e escrever e quem não sabe vai ficando para trás”, expõe Paula.
Em matemática o problema se repete, jovens  dominam as contas básicas, mas não sabem porcentagem, por exemplo. “Elas têm a capacidade de raciocínio lógico, mas fazer a conta para chegar ao resultado, as crianças não sabem”, pontua Rosana.
Problema adiado – De 30 alunos da rede municipal da capital paulista, Tomé calcula que só dois teriam condição de estar no Ensino Médio, levando em conta o conhecimento em matemática. “Em física então, os professores vão ter muito problema, no ensino médio”, relata. Para o docente os alunos da rede pública de São Paulo que se formarem serão “alguns no turbilhão”.
Progressão continuada ou aprovação automática?
A progressão continuada, adotada a partir de 1998 em São Paulo, é um procedimento utilizado pela escola que permite ao aluno avanços sucessivos e sem interrupções, nas séries, ciclos ou fases, de acordo com a Agência EducaBrasil.
Para especialistas, é uma metodologia pedagógica avançada por propor uma avaliação constante, contínua e cumulativa, além de basear-se na ideia de que reprovar o aluno sucessivamente não contribui para melhorar seu aprendizado.
Sua aplicação, porém, transformou-se em sinônimo de “aprovação automática” dos alunos, segundo muitos professores e analistas.
Essa ideia leva em conta que a progressão foi adotada, no Brasil, sem se mudar as condições estruturais, pedagógicas, salariais e de formação dos professores.
Eduardo*, professor universitário, mestrando e pesquisador da geração Y – jovens nascidos a partir de 1980 –, analisa que os estudantes são vítimas de um círculo vicioso fatal para a vida profissional futura. A dificuldade inicial em ler e escrever, transforma-se em dificuldade de compreensão, de reunir informações e de se expressar diante do mundo, conceitua.
“Se o aluno não compreende frases inteiras, como ele vai resolver questões de matemática?” questiona. “Eles até sabem que 3 x 5 é 15, mas se você colocar na prova quanto é o triplo de 5 mais o dobro de 20, ele não vai saber”, exemplifica. “Se questões básicas não estão resolvidas, a estrutura fica afetada e o conhecimento que vem depois não se concretiza”, alerta Eduardo.
Por Suzana Vier*
Matéria originalmente publicada no site Rede Brasil Atual
** Os nomes de alguns professores foram trocados a pedido dos entrevistados

sábado, 6 de outubro de 2012

INFORMAÇÕES SOBRE FUNDAMENTAÇÃO LEGAL, PROCEDIMENTOS PARA A INSCRIÇÃO, INDICAÇÕES E  RELAÇÃO DE VAGAS:

  • CONCURSO DE REMOÇÃO DO QUADRO DE APOIO ESCOLAR
  • CONCURSO DE REMOÇÃO DA CLASSE  DE SUPORTE ESCOLAR

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

INSCRIÇÕES PARA FISCAIS DAS PROVAS DO SARESP
Estão abertas até 11 de outubro as inscrições para fiscais das provas do Saresp. Para participar, é imprescindível que os interessados não tenham vínculo com a rede estadual de ensino. Além disso, é necessário possuir curso superior completo ou estar cursando o último ano da graduação.
No ato da inscrição, o candidato deverá assinalar a opção de local, município e escola onde deseja trabalhar. Os selecionados para a atuação como fiscais exercerão a função nos dias 27 e 28 de novembro. 
A cada fiscal será pago o valor de R$ 50 por período, sendo manhã, tarde e noite. O valor máximo do pagamento será de R$ 300 para cada fiscal.
Leia o edital e faça a sua inscrição pelo site da Vunesp
                      CONCURSO DE REMOÇÃO 
                 DE SUPORTE PEDAGÓGICO - 2012
                   DIRETOR DE ESCOLA

INSCRIÇÃO – via WEB

PERÍODO:  de 08 a 15/10/2012


A inscrição será realizada  via WEB, site: www.gdae.sp.gov.br/Concurso de Remoção, no qual o candidato efetuará inscrição e indicação das unidades escolares.
Alertamos que para o candidato obter o primeiro acesso ao GDAE e cadastrar login e senha, é necessário ter todos os dados pessoais devidamente atualizados no Cadastro Funcional (PAEF), tais como: RG (com dígito se houver), Unidade federativa do RG, Data de Nascimento e E-mail com  endereço eletrônico válido, pois caso contrário o candidato não conseguirá gerar o login e a senha para acessar o sistema GDAE e cadastrar a inscrição.        
O Diretor de Escola que quiser se inscrever no Concurso e não conseguir se logar como “candidato”, visto ter trabalhado em outros Concursos com perfil “escola”, deverá se dirigir ao Administrador GDAE (Carlos  ou Tadeu ) da Diretoria de Ensino,  para que lhe seja atribuído o perfil “candidato”.
Os manuais de instrução para candidatos e Diretorias de Ensino estão disponíveis no mesmo endereço eletrônico, nos quais se encontram as informações necessárias para efetivação da inscrição e avaliação/deferimento das mesmas.

AVALIAÇÃO
DIRETOR DE ESCOLA – Decreto 55.143/2009 / Resolução SE 95/2009
TEMPO DE SERVIÇO
1 - Fixa-se em 30/06/2012, a data base para a avaliação de tempo de serviço:
1.1 cargo objeto de inscrição
1.2 titular de cargo na atual unidade escolar
1.3 como designado em cargo objeto de inscrição, anteriormente ao ingresso
1.4 desempate
2- Os tempos de serviço não virão previamente digitados, devendo a Diretoria de Ensino 
digitar manualmente todos os campos pertinentes a este item.
3 - Para cálculo de Tempo de Serviço, utilizar os mesmos critérios para a concessão de 
A.T.S.
4- Poderão ser considerados os tempos exercidos na unidade escolar:-     em designação/escala de Diretor de Escola, na mesma unidade escolar e desde que o tempo de serviço   do cargo/função anterior tenha sido averbado no atual cargo de Diretor de Escola;
-   como titular de cargo de Diretor de Escola, que tenha atuado na mesma unidade escolar, 
mediante  afastamento nos termos da Resolução nº57/2008.
-   afastados em órgãos centrais da Pasta e Diretorias de Ensino, nos termos dos incisos I e II do artigo 64 da Lei Complementar nº 444/85, e, em exercício de designação em funções previstas na LC nº 1.080/2008.  Aplica-se  este  mesmo  cômputo  para aos nomeados em comissão para exercício em cargos da referida lei complementar.
TÍTULOS
1. Diploma de Mestre correlato e intrínseco à área da Educação: 5 (cinco) pontos;
2. Diploma de Doutor correlato e intrínseco à área da Educação: 10 (dez) pontos;
3. Certificado de Especialização e/ou Aperfeiçoamento correlato e intrínseco  e intrínseco à 
área da Educação: 1 (um) ponto por certificado, até o máximo de 5 (cinco) pontos;
Obs:  Os títulos deverão estar relacionados à área de  GESTÃO ESCOLAR, atendendo 
direcionamento desta Secretaria da Educação em valorizar conhecimento adquirido na área 
de atuação. 
CRONOGRAMA PARCIAL
Diretor de Escola
1 - Publicação de vagas e Comunicado de Abertura de Inscrição: 06/10/2012 (Suplemento)
2 - Período de inscrição e entrega de Títulos: 08 a 15/10/2012
3 – Entrega de documentos referentes à União de Cônjuges: 08/10/2012 a 11/10/2012
CONCURSO DE REMOÇÃO DO 
QUADRO DE APOIO ESCOLAR - 2012 

INSCRIÇÃO – via WEB

PERÍODO:  de 08 a 15/10/2012

A inscrição será realizada via WEB, site: www.gdae.sp.gov.br/Concurso de Remoção, no qual o candidato efetuará inscrição e indicação das unidades escolares.
Alertamos que para o candidato obter o primeiro acesso ao GDAE e cadastrar login e senha, é necessário ter todos os dados pessoais devidamente atualizados no Cadastro Funcional (PAEF), tais como: RG (com dígito se houver), Unidade federativa do RG, Data de Nascimento e 
E-mail com endereço eletrônico válido, pois caso contrário o candidato não conseguirá gerar o login e a senha para acessar o sistema GDAE e cadastrar a inscrição.
           
O candidato que não obtiver o login e a senha, necessários para inscrição deverá entregar ao Diretor da Unidade Escolar, cópia dos documentos para encaminhamento à Diretoria de Ensino, à qual deverá providenciar a correção de dados cadastrais dos candidatos que se 
fizerem necessários. 
Posteriormente, o candidato deverá gerar o login e a senha para efetuar a inscrição para participar do evento.

O Diretor de Escola que quiser se inscrever no Concurso e não conseguir se logar como “candidato”, visto ter trabalhado em outros concursos com perfil “escola”, deverá se dirigir ao Administrador GDAE de sua  Diretoria de Ensino para que lhe seja atribuído  o  perfil “candidato”.
Os manuais de instrução para candidatos e Diretorias de Ensino estão disponíveis no mesmo endereço eletrônico, nos quais se encontram as informações necessárias para efetivação da inscrição e avaliação/deferimento das mesmas.

AVALIAÇÃO
QAE – Decreto 58.027/2012 / Resolução SE 79/2012
TEMPO DE SERVIÇO
1- Fixa-se em 31/12/2011, a data base para a avaliação de tempo de serviço:
1.1- Cargo objeto da inscrição
1.2- Serviço público estadual (excluindo-se o tempo no cargo – objeto de inscrição)
1.3- Nº de classe
2 - Os campos referentes a tempo de serviço virão previamente preenchidos, exceto tempo de serviço prestado anteriormente ao cargo, o qual deverá ser digitado manualmente pela DER para todos os inscritos do QAE, portanto, o Diretor de Escola deverá providenciar a declaração de tempo de serviço, conforme determina a legislação vigente.
3 - Para cálculo de Tempo de Serviço, utilizar os mesmos critérios para a concessão de A.T.S.
4 - Secretário de Escola e Agente de Organização Escolar (antigo Inspetor de Alunos):  considerar tempo de serviço  no cargo a partir da efetivação, mesmo sendo anterior à LC 7.698/92 e LC 888/2000. 
5 - Agentes de Organização Escolar (antigo Oficial de Escola) e Agente de Serviços Escolares (antigo Servente de Escola) considerar tempo de serviço no cargo a partir da efetivação – LC 7698/92.

TÍTULOS
1- Considerar diploma de curso de nível superior, exceto para Assistente de Administração Escolar até o máximo 7 pontos.
2 – avaliar certificados de conclusão de cursos de especialização ou de aperfeiçoamento, 2 pontos por certificado, até o máximo de 6 pontos.
  ATRIBUIÇÃO DE SALDO DE AULAS 
NA
DIRETORIA DE ENSINO DA REGIÃO DE AVARÉ
DIA 05/10/2012 - 14 HORAS




quinta-feira, 4 de outubro de 2012

ATENÇÃO PROFESSORES QUE AINDA NÃO RESPONDERAM A PESQUISA:

Perfil Digital do Professor

Acessem o link:

https://docs.google.com/spreadsheet/viewform?formkey=dGsyaDBkbFRuY3pWOFMxNHRpUTJ5NXc6MA#gid=0



PRAZO FINAL:     08 DE OUTUBRO
LEMBRAMOS TAMBÉM QUE O PREENCHIMENTO DA PLANILHA É OBRIGATÓRIO À TODOS OS PEB II DO ENSINO FUNDAMENTAL E ENSINO MÉDIO.
Professor do ensino fundamental no País é um dos mais mal pagos do mundo
                                      JAMIL CHADE

MAIORES E MENORES
Salários dos professores do ensino fundamental da rede pública por ano
Cidade
Valor (US$)
Valor (R$)*
M
A
I
O
R
E
S
Luxemburgo
113.000
229.546
Zurique
104.600
211.920
Genebra
89.600
181.530
Copenhague
86.500
175.249
Toronto
82.900
167.955
Tóquio
78.200
158.433
Seul
65.400
132.500
Miami
63.500
128.651
Nova Iorque
62.900
127.435
Oslo
61.500
124.599
São Paulo
10.600
21.476
M
E
N
O
R
E
S
Lima
6.300
12.764
Bucareste
5.600
11.346
Sófia
4.700
9.522
Nova Déli
4.500
9.117
Nairóbi
4.000
8.108
Kiev
3.800
7.699
Mumbai
3.800
7.699
Manila
3.400
6.888
Jacarta
2.700
5.470
Cairo
1.600
3.242
(*) Valor médio aproximado com data da cotação em 02/10/2012
Fonte: Banco UBS/2012
Professores brasileiros em escolas de ensino fundamental têm um dos piores salários de sua categoria em todo o mundo e recebem uma renda abaixo do Produto Interno Bruto (PIB) per capita nacional. É o que mostram levantamentos realizados por economistas, por agências da ONU, Banco Mundial e Organização para a Cooperação e o Desenvolvimento Econômico (OCDE).
Prestes a comemorar o Dia Internacional do Professor, amanhã, a Organização Internacional do Trabalho (OIT) lançou um alerta, apontando que a profissão em vários países emergentes está sob "forte ameaça" diante dos salários baixos.
Num estudo realizado pelo banco UBS em 2011, economistas constataram que um professor do ensino fundamental em São Paulo ganha, em média, US$ 10,6 mil por ano. O valor é apenas 10% do que ganha um professor nesta mesma fase na Suíça, onde o salário médio dessa categoria em Zurique seria de US$ 104,6 mil por ano.
Numa lista de 73 cidades, apenas 17 registraram salários inferiores aos de São Paulo, entre elas Nairobi, Lima, Mumbai e Cairo. Em praticamente toda a Europa, Estados Unidos e Japão, os salários são pelo menos cinco vezes superiores ao de um professor do ensino fundamental em São Paulo.
Guy Ryder, o novo diretor-geral da OIT, emitiu um comunicado ontem no qual apela para que governos adotem estratégias para motivar pessoas a se tornarem professores. Sua avaliação é de que, com salários baixos, a profissão não atrai gente qualificada. O resultado é a manutenção de sistemas de educação de baixo nível. "Muitos não consideram dar aulas como uma profissão com atrativos", disse. Para Ryder, a educação deve ser vista por governos como "um dos pilares do crescimento econômico".
Outro estudo - liderado pela própria OIT e pela Unesco (órgão da ONU para educação, ciência e cultura) e realizado com base em dados do final da década passada - revelou que professores que começam a carreira no Brasil têm salários bem abaixo de uma lista de 38 países, da qual apenas Peru e Indonésia pagam menos. O salário anual médio de um professor em início de carreira no País chegava a apenas US$ 4,8 mil. Na Alemanha, esse valor era de US$ 30 mil por ano.
Em um terceiro levantamento, a OCDE apontou que salários de 2009 no grupo de países ricos tinham uma média de US$ 39 mil por ano no caso de professores do ensino fundamental com 15 anos de experiência. O Brasil foi um dos poucos a não fornecer os dados para o estudo da OCDE.
Médio. Numa comparação com a renda média nacional, os salários dos professores do ensino fundamental também estão abaixo da média do País. De acordo com o Banco Mundial, o PIB per capita nacional chegou em 2011 a US$ 11,6 mil por ano. O valor é US$ 1 mil a mais que a renda de um professor, segundo os dados do UBS.
Já a OCDE alerta que professores do ensino fundamental em países desenvolvidos recebem por ano uma renda 17% superior ao salário médio de seus países, como forma de incentivar a profissão.
Na Coreia do Sul, os salários médios de professores são 121% superiores à média nacional. O Fórum Econômico Mundial apontou recentemente a Coreia como uma das economias mais dinâmicas do mundo e atribuiu a valorização da educação como um dos fatores que transformaram uma sociedade rural em uma das mais inovadoras no século 21.

Matéria publicada no Jornal o Estado de São Paulo, 04 de outubro de 2012.